2/09/2012

{ O que é que se faz quando se chega a uma cidade nova? }

Glasgow 4, O Nome De Todas As Ruas
LAVADOURO PÚBLICO DE CARNIDE
sábado 25 Fevereiro 22h
domingo 26 Fevereiro 18h

Duração: 40 minutos Entrada: 5€ M/12

+ marcações e reservas: tel. 91 463 26 75 – Tânia Rodrigo
teatrodosilencio@gmail.com
FB: teatro no lavadouro www.teatrodosilencio.blogspot.com

12/22/2011



Rua Maria Brown
de Maria Gil
No Lavadouro Público de Carnide
28 e 29 de Janeiro de 2012
sempre às 18h
+ info:
Telm. 91 463 26 75

10/12/2011

Próximo Espectáculo: Horn Ok Please




Estreia a 16 de Dezembro no Lavadouro Público de Carnide em Lisboa
Em cena até 18 de Dezembro Sexta e Sábado às 22h Domingo às 18h
com Maria Gil e Isaac Pereira
Cenografia de Pedro Silva

Ele pergunta-me se quero ir ver os melhores monumentos da cidade. E eu respondo: Desculpa!? Não vim cá para ver o Taj Mahal. Vim cá só para falar contigo. Porque é que não se calam estas buzinas? Esta cidade deixará de ser esta cidade no dia em que as buzinas se calarem.


Um postal para o persa que lê Tagore e Nietzsche enquanto planeia qualquer coisa que não é uma revolução no País dos Sufis.



Telm. 91 463 26 75

10/11/2011

Maria Gil e Isaac Pereira entrevistam Eunice de Souza em Bombaim.


Hoje 14h

10/02/2011

Nota Curta: Residência de Criação em Bombaim

Os criadores Maria Gil (performance) e Isaac Pereira (fotografia) estarão em Bombaim durante o próximo mês de Outubro para uma residência artística no Space 118 http://www.space118.com/home.html
O resultado da residência será apresentado publicamente no fim de Outubro. Os criadores estarão ainda durante uma semana em Goa a colaborar com o Centro de Fotografia Alternativa
http://goa-cap.com/

O espectáculo resultante deste trabalho de pequisa estreará a 18 de Novembro de 2011 no Lavadouro Público de Carnide em Lisboa.

9/16/2011

Festival Escrita Na Paisagem



PROCURA POR MIM NESTE DIÁRIO O RESTO NÃO VALE NADA
com Maria Gil e Isaac Pereira

17 de Setembro 23h.
Igreja de S. Vicente, Évora
50 min.
M/12

7/16/2011

Retratinho Joana d'Arc


24 de Julho Domingo 16h30m
Casa de Cultura de Mira Sintra
Entrada Livre!

+ info e reservas
teatrodosilencio@gmail.com
telm. 914632675

4/03/2011

Material #1

O OLHAR QUE DIVERGE OU FRAGMENTOS PARA UMA LINGUAGEM DO DOCUMENTÁRIO


Curiosidade a propósito de outros olhares e outras realidades


Cinema du Réel


Temas políticos


Reflexão


Banalizar os fenómenos abordados.


Fronteira entre o documentário e a reportagem.


Uma história contada com um ponto de vista, uma linguagem cinematográfica, cujo desenvolvimento apresenta uma dramaturgia – com princípio, meio e fim – e que normalmente não se sabe no início como vai acabar


Um bom documentário é capaz de abordar regras para contar uma história e também informar, distrair, comover e dar uma perspectiva do que eu chamaria ‘o invisível’.



EM CADA OBRA, EM ALGUM MOMENTO, EXISTE ALGO INVÍSIVEL QUE TALVEZ DEVESSEMOS DESCORTINAR, DESCOBRIR AO PORMENOR.



Atenção à tendência para o comentário omnipresente, que explica o que todos estão obviamente a ver



Primazia diferença e risco


Entender o mundo para mudá-lo


(A partir da entrevista de António Loja Neves a Anna Glogowski, nova directora do DocLisboa, in Única, Expresso, 2 de Abril de 2011, p.32-34)



TEATRO VERBATIM


(Verbatim = palavra por palavra, exactamente)



O termo teatro verbatim refere-se às palavras de pessoas reais registadas ou transcritas por um dramaturgo durante uma entrevista ou um processo de pesquisa, ou então, palavras que são apropriadas de registos tais como, transcrições a partir de um inquérito oficial. Em vez de adaptar ou reagrupar experiências ou observações dentro de uma situação dramática ficcional, uma peça de teatro verbatim, reconhece e utiliza a situação e o contexto real.



Alguns autores de Teatro Verbatim:


Robin Soans


David Hare & Max Stafford-clark


Alecky Blythe


Richard Norton-Taylor Nicolas Kent


Dennis Kelly


(Fontes retiradas do livro Verbatim Verbatim: contemporary Documentary Theatre, Editado por Will Hammond e Dan Steward. Oberon Books: London)


TENTATIVAS DE MAPEAR ALGUNS PONTOS IMPORTANTES DO NOSSO WORKSHOP


1. Fazer perguntas difíceis.



Vivemos numa época em que tudo é falso: os artigos de jornais são encomendados, as armas de destruição maciça nunca são encontradas, as pessoas que tiram cursos sem chegarem a frequentar a universidade, etc. A ambiguidade entre slogans constantes do género “sê tu mesma” e esta falsidade geral deixa-nos muitas vezes paralisados. A arte e o teatro reaparecem como lugares onde se pode colocar questões difíceis ligadas à realidade. Mas o que é o real?


2. Entrevistar pessoas que têm conhecimentos e experiência relativamente ao problema que queremos considerar e investigar e incluir pessoas que tradicionalmente não são ouvidas no teatro.


3. Escrever entrevistas, transcrever conversas ou recordar episódios passados.


4. Muitas performances têm uma geografia própria bem como uma forma emocional.


5. O performer dirige-se directamente ao público. Fala-lhe directamente.


10% do tempo interage com outro performer em cena (se existir) e 90% do tempo interage com o público. Isto faz com que o público assuma uma papel mais activo do que passivo.


6. A qualidade principal que se requer a uma pessoa, neste tipo criação, é a de contador/a de histórias, que é a chave para a sua relação com o público


UM GRUPO DE ACTORES SENTADOS EM CADEIRAS, OU CAIXAS DE CARTÃO OU NUM SOFÁ CONTAM HISTÓRIAS.



7. ESCUTAR REALMENTE


8. Procurar o momento definidor do trabalho.


9. Procurar estruturas dramatúrgicas e narrativas. Entrevistar pontos de vistas opostos e cruzá-los dramaturgicamente.


10. Construir a dramaturgia de uma peça documentário em redor das narrativas e utilizar recursos como conflitos dramáticos para resolver questões estruturais da peça. Essas narrativas podem ter muitas formas: histórica, emocional, fragmentada, etc.


11. Tentar não antecipar o que vamos encontrar antes de lá chegarmos.



12. Podes improvisar dançar e escrever sobre um entrevista, sobre alguém ou sobre alguma situação.



13. Podes voltar e aprofundar a tua entrevista com essa pessoa.


PERMITIR QUE AS PESSOAS FALEM POR SI MESMAS


14. Atenção à linha subtil que separa a manipulação, quer da tua parte, quer da pessoa a quem estás a entrevistar.


15. Qual é o objectivo em juntar dez, cinquenta, cem, duzentas pessoas numa sala escura para lhes dizermos algo que elas já sabem de antemão?


16. A utilização de material como lápis e papel pois os equipamentos electrónicos podem assustar as pessoas.


17. Estamos em territórios vizinhos da manipulação e da exploração ao representarmos e editarmos histórias reais. O Foco reside na nossa vontade em criar sobre essas mesmas histórias e apresentar um olhar sobre elas.


A REALIDADE SUPERA SEMPRE A FICÇÃO.



18. Podem esperar de vocês, que sejam uma porta ou uma janela, para que exista uma outra visão sobre determinados acontecimentos ou temas.


19. Queremos que o público se importe.


20. Será que faço batota? Será que existe uma tensão constante entre ser verdadeiro para com o meu tema de trabalho, para com os meus entrevistados e em criar alguma coisa que eu sei que vai funcionar em termos teatrais? A resposta é sim, mas não muito.


A VERDADE FACTUAL E A VERDADE EMOCIONAL MAIS A VERDADE CRIATIVA


20 ½. A chave para este trabalho reside na coragem em sermos vulneráveis em frente aos outros.


(Inspirei-me no livro Verbatim Verbatim: contemporary Documentary Theatre, Editado por Will Hammond e Dan Steward. Oberon Books: London)


DRAMATURGIA BASE


A dramaturgia base é a fundação do meu trabalho. Chamo-lhe dramaturgia base pois não está directamente envolvida na construção de um espectáculo, mas está antes, isto é, antes de começar qualquer trabalho ela está lá e por isso determina o processo criativo e os contornos de todas as performances. Esta dramaturgia base consiste numa pergunta, numa premissa inicial e na expectativa de uma resposta criativa. Ofereço-vos esta dramaturgia base na expectativa de que a utilizem como ferramenta de trabalho para o vosso próprio projecto.



#1. O que é que eu estou aqui a fazer?


Esta pergunta não é só minha, também é do Bruce Chatwin e da Joana Craveiro. Coloco-me esta pergunta sempre que começo uma nova criação, aliás coloco-me esta pergunta todos os dias pois é a minha pergunta de vida. Vocês podem usá-la ou colocar a vossa pergunta. Podem responder esta pergunta ou responder à vossa questão. A vossa pergunta pode ser uma de muitas que tenham. Pode ser a pergunta relacionada com o momento que estão a viver ou pode ser a primeira pergunta que vos vem à cabeça quando lêem estas palavras.


O que me interessa mais nesta pergunta é a ligação do eu com o aqui, do eu com o lugar e com as pessoas à minha volta. Isto relembra-me que uma performance é sempre um pretexto para eu estar com os outros, ao mesmo tempo, que me liga e me traz para o momento presente.


Ao colocar-me esta pergunta começo a aquecer uma qualidade de performer que me faz conectar com o momento ao mesmo tempo que desenvolvo qualidades de estar alerta, atenta e focada em escutar o momento. Traz-me para o espaço intersubjectivo que me permitirá estar em relação com cada pessoa do público.



#2. Premissa


Começo normalmente por definir um ponto de partida, uma colecção de inícios que são um guia durante o processo de trabalho e que me ajudam a criar material. Como não crio espectáculos a partir de peças de teatro, tive de arranjar formas de começar. A premissa ajuda-me quando me perco no meio do processo, assim posso sempre regressar à motivação original. Para mim, o ponto de partida é quase sempre autobiográfico, por exemplo, no meu último espectáculo a minha premissa era: “Onde fica a minha Índia?”. Mas o objectivo do espectáculo era construir uma peça auto/biográfica sobre uma poetisa Indiana chamada Eunice de Souza. A autobiografia faz-me reflectir sobre temas como verdade, memória, história(s), ficção, autenticidade que são temas que me interessam trabalhar em teatro, também é uma forma mais directa de chegar aos outros, ao público. Nem sempre funciona e nem sempre a utilizo.



#3. Resposta Criativa


Tal como com a mente crítica, nós queremos manter a mente criativa empenhada. Crítica não significa negativa. Significa discernimento, ou a capacidade de separar em partes. Para onde quer que olhemos, o ponto em que nos focamos faz com que a nossa energia pareça proliferar. Se nos concentrarmos num problema, começamos a ver problemas em toda parte. Tornamo-nos naquele que é definido pela percepção da proliferação de problemas. Devido a esta abordagem, a mente criativa, muitas vezes parece desligada quando começa o discurso crítico. Se nos concentrarmos antes, num momento milagroso, começamos a ver momentos miraculosos em toda parte. Tornamo-nos naquele que é definido pela percepção da proliferação de milagres. Tenta a segunda destas abordagens. Pensa numa resposta criativa como sendo o teu próprio trabalho, que não teria existido sem o trabalho ao qual estás a responder. Começa com o momento mais óbvio milagroso que vês no trabalho do outro. O que é óbvio para ti pode não ser óbvio para outra pessoa. Podes ter uma associação com esse momento. Podes querer ecoá-lo, multiplicá-lo, ou trabalhar com ele de alguma outra forma. Trabalha a partir desse momento. O momento pode ter sido intencional ou acidental. Em vez de um momento, o teu ponto de partida pode ser um elemento estrutural, um elemento visual, um elemento espacial, qualquer coisa. Nós queremos desestabilizar as fronteiras entre os modos de crítica e os modos criativos para os enriquecer a ambos.


Goat Island, Small Acts of Repair. Tradução de Maria Gil


A noção de resposta criativa foi apropriada da companhia americana Goat Island com quem fiz um workshop em Glasgow na Escócia. Esta noção de que cada trabalho é uma resposta a trabalhos de outros criadores, a momentos que nos inspiraram no trabalho de outras pessoas, faz com que o trabalho tenha várias camadas invisíveis e que se dilata e expanda.


Esta noção também me é útil quando trabalho com outras pessoas. Responder criativamente ao outro é relacionarmo-nos de uma forma positiva com os outros criadores, partes do processo, ao mesmo tempo que criamos laço de intimidade criativa.


Estar numa relação próxima e íntima com o outro não significa estar perto dela, mas é uma tarefa que desempenhamos de forma a aproximarmo-nos de uma região que não nos é familiar: uma região que levanta questões sobre como se deve um performer comportar, como se deve um indivíduo comportar.


(Tradução livre de Maria Gil, IRIGARAY, The way of Love)

2/26/2011

próximo espectáculo

Procura por mim neste diário o resto não vale de nada
uma peça auto/biográfica a partir da figura de Eunice de Souza

Teatro Turim em Benfica
sexta 25 de março e segunda 28 de Março às 21h30
domingo 27 de março às 16h

integrado no ciclo seis peças biográficas
http://www.teatromariamatos.pt/pt/prog/teatro/2010-2011/seis-pecas-biograficas

2/14/2011

workshop de teatro documentário




O Teatro do Silêncio volta a associar-se às celebrações do Dia Mundial do Teatro organizadas pela Junta de Freguesia de Carnide, com a realização de um workshop, este ano dedicado ao tema, Teatro Documentário. O workshop tem como objectivo dar ferramentas a todos os interessados que queiram criar espectáculos a partir de entrevistas ou a partir de um determinado tema ou acontecimento.

De 4 a 9 de Abril de 2011
Das 20h às 24h

Dirigido por Maria Gil e Pedro Silva

O resultado final do workshop será apresentado no dia 9 de Abril às 21h30m no Galeria Bento Martins em Carnide.

Inscrição: 50€
Número limite de participantes: 15
Inscrições até 27 de Março

+ Informações:
Tânia Rodrigo – 92 779 45 08

Inscrições: teatrodosilencio@gmail.com

Local: Galeria Bento Martins em Carnide
Largo das Pimenteiras, 6 A
1600-576 Carnide
Metro: Colégio Militar ou Carnide
Autocarros: 726, 768, 767, 64, 3